TI-RADS: quando não biopsiar


 

⏱️ Resumo rápido

O maior valor do ACR TI-RADS não é identificar câncer, mas evitar biópsias desnecessárias. Nódulos TI-RADS 2 e 3 apresentam risco muito baixo de malignidade e, na maioria dos casos, não devem ser biopsiados, mesmo quando geram ansiedade clínica.


📘 Resumo completo

O sistema ACR TI-RADS foi desenvolvido para padronizar a avaliação ultrassonográfica dos nódulos tireoidianos, atribuindo pontuação baseada em características morfológicas específicas. Estudos de validação demonstram que seu principal impacto clínico é a redução significativa de PAAF desnecessárias, mantendo segurança diagnóstica.

O sistema apresenta alto valor preditivo negativo, sendo particularmente eficaz para orientar conduta conservadora em nódulos de baixo risco. A literatura é consistente ao mostrar que muitos carcinomas papilíferos pequenos apresentam comportamento indolente, e que a biópsia indiscriminada aumenta custos, ansiedade e procedimentos sem impacto prognóstico.

O erro mais frequente na prática é biopsiar nódulos TI-RADS baixos apenas pelo tamanho, ignorando que a recomendação do sistema depende da combinação entre categoria e dimensão.


☑️ Checklist – Impacto no laudo

  • ☐ Categoria TI-RADS explicitada

  • ☐ Tamanho descrito corretamente

  • ☐ Recomendação coerente com o sistema

  • ☐ Linguagem não alarmista em baixo risco


📝 Frases prontas para o laudo

  • “Nódulo tireoidiano classificado como ACR TI-RADS 3, sem critérios atuais para biópsia.”

  • “Achado de baixo risco, recomendando-se seguimento conforme TI-RADS.”


📚 Bibliografia (Vancouver)

  1. Tessler FN, Middleton WD, Grant EG, et al. ACR Thyroid Imaging, Reporting and Data System (TI-RADS): White Paper of the ACR TI-RADS Committee. J Am Coll Radiol. 2017;14(5):587–595.

  2. Grant EG, Tessler FN, Hoang JK, et al. Thyroid ultrasound reporting lexicon: white paper of the ACR TI-RADS committee. J Am Coll Radiol. 2015;12(12):1272–1279.