Apendicite Aguda


🔹 1. TÉCNICA (ESSENCIAL PARA ACERTAR)

🔸 Método padrão

  • Transdutor linear (7–12 MHz)

  • Técnica de compressão gradual (graded compression)

  • Avaliar FID sistematicamente


🔸 Dicas práticas

  • Iniciar no ponto de maior dor

  • Pedir inspiração profunda

  • Usar transdutor convexo se necessário



🔹 2. IDENTIFICAÇÃO DO APÊNDICE NORMAL

🔸 Características

  • Estrutura tubular

  • Compressível

  • Diâmetro < 6 mm

  • Parede fina

  • Sem Doppler aumentado



🔹 3. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE APENDICITE

🔥 CRITÉRIO PRINCIPAL

👉 Diâmetro ≥ 6 mm + NÃO compressível


🔸 Critérios adicionais

Achado Significado
Parede espessada (>2–3 mm) Inflamação
Estratificação parietal Preservada ou alterada
Hiperemia Doppler Inflamação ativa
Fecalito Alto valor preditivo
Líquido periappendicular Complicação
Gordura inflamada Hiperecogenicidade


🔹 4. DOPPLER (MUITO IMPORTANTE)

🔸 Fase inicial

  • Hiperemia (aumento de fluxo)


🔸 Fase avançada

  • Redução do fluxo → necrose

  • Ausência de fluxo → perfuração



🔹 5. CLASSIFICAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA

🔸 Apendicite não complicada

  • Diâmetro ≥ 6 mm

  • Compressibilidade ausente

  • Hiperemia

  • Sem coleção


🔸 Apendicite complicada

Perfuração

  • Descontinuidade da parede

  • Coleção adjacente

  • Líquido livre


Abscesso

  • Coleção complexa

  • Conteúdo heterogêneo


Flegmão

  • Massa inflamatória mal definida



🔹 6. MEDIDAS IMPORTANTES

  • Diâmetro externo (outer-to-outer)

  • Espessura da parede

  • Presença de fecalito



🔹 7. SINAIS INDIRETOS (QUANDO NÃO VÊ APÊNDICE)

  • Gordura pericecal inflamada

  • Líquido livre

  • Linfonodos aumentados

  • Alças intestinais espessadas

👉 Muito útil em crianças



🔹 8. DIFERENCIAIS IMPORTANTES

Diagnóstico Diferença
Adenite mesentérica Linfonodos + apêndice normal
Diverticulite Localização diferente
Doença de Crohn Espessamento ileal
Cisto ovariano Ginecológico
Pielonefrite Rim alterado


🔹 9. ARMADILHAS (MUITO IMPORTANTE)

  • Apêndice não visualizado ≠ normal

  • Diâmetro 6–7 mm limítrofe

  • Fecalito sem inflamação

  • Compressão inadequada

  • Obesidade



🔹 10. PROTOCOLO PRÁTICO (IPUS)

👉 Sempre responder:

  • Apêndice visualizado?

  • Diâmetro?

  • Compressível?

  • Doppler?

  • Fecalito?

  • Complicações?



🔹 11. O QUE NÃO PODE FALTAR NO LAUDO

👉 Descrever:

  • Visualização do apêndice

  • Diâmetro

  • Compressibilidade

  • Doppler

  • Sinais inflamatórios

  • Complicações



🔹 12. FRASES PRONTAS (PADRÃO IPUS)

🔸 Normal

“Apêndice de aspecto habitual, compressível, com diâmetro dentro dos limites da normalidade.”


🔸 Apendicite

“Apêndice não compressível, com diâmetro aumentado e sinais inflamatórios adjacentes, compatível com apendicite aguda.”


🔸 Complicada

“Achados sugestivos de apendicite complicada, com coleção periappendicular.”


🔸 Não visualizado

“Apêndice não identificado. Não foram observados sinais indiretos de processo inflamatório.”



🔹 13. CRITÉRIOS DE GRAVIDADE (CLÍNICO-US)

  • Perfuração

  • Abscesso

  • Ausência de fluxo

  • Coleções