Hashimoto: critérios reais de atividade da doença
⏱️ Resumo rápido
O ultrassom não avalia atividade funcional da tireoidite de Hashimoto. Hipoecogenicidade, heterogeneidade e Doppler alterado refletem padrão estrutural crônico, não fase ativa da doença.
📘 Resumo completo
A tireoidite de Hashimoto apresenta espectro ultrassonográfico amplo, variando desde discreta heterogeneidade até glândula francamente hipoecoica e atrófica. A literatura é clara ao afirmar que não existe correlação confiável entre achados ultrassonográficos e atividade clínica ou laboratorial.
O Doppler pode mostrar tanto aumento quanto redução do fluxo, dependendo da fase e do grau de destruição glandular. Assim, termos como “atividade inflamatória” ou “fase ativa” não são sustentados por evidência quando baseados apenas no ultrassom.
A função do US é caracterizar o padrão morfológico, identificar nódulos associados e excluir diagnósticos diferenciais, nunca definir atividade hormonal.
☑️ Checklist – Impacto no laudo
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☐ Descrição morfológica objetiva
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☐ Evitar termos funcionais (“ativo”, “exacerbado”)
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☐ Correlacionar com dados clínicos/laboratoriais
📝 Frases prontas para o laudo
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“Aspecto ultrassonográfico compatível com tireoidite crônica autoimune.”
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“O exame não permite inferir atividade funcional, devendo correlacionar com clínica e laboratório.”
📚 Bibliografia (Vancouver)
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Marcocci C, Vitti P. Thyroid ultrasound in Hashimoto’s thyroiditis. Thyroid. 2012;22(6):546–552.
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Ralls PW, Mayekawa DS, Lee KP, et al. Color-flow Doppler sonography in Graves disease and Hashimoto thyroiditis. AJR Am J Roentgenol. 1988;150(4):781–784.

