Doppler na mama: complemento, não veredito
⏱️ Resumo rápido
O Doppler não diferencia benignidade e malignidade de forma confiável quando usado isoladamente. A vascularização deve ser interpretada apenas como dado complementar.
📘 Resumo completo
Estudos demonstram que tanto lesões benignas quanto malignas podem apresentar padrões variados de vascularização. Inflamações, fibroadenomas e processos reacionais frequentemente exibem hiperfluxo, enquanto neoplasias iniciais podem ser hipovasculares.
O Doppler colorido e espectral não integra os critérios formais do BI-RADS, justamente por sua baixa especificidade quando isolado. Seu papel é complementar, auxiliando na caracterização global da lesão e na correlação com achados morfológicos.
☑️ Checklist – Impacto no laudo
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☐ Doppler interpretado no contexto morfológico
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☐ Evitar conclusões baseadas apenas em fluxo
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☐ Não “subir” BI-RADS só por vascularização
📝 Frases prontas para o laudo
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“Padrão vascular avaliado ao Doppler, sem valor isolado para definição de malignidade.”
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“Achados Doppler devem ser interpretados em conjunto com a morfologia.”
📚 Bibliografia (Vancouver)
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Cosgrove DO, et al. Doppler ultrasound in the breast. Ultrasound Med Biol. 2014;40(10):2450–2460.
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Stavros AT. Breast Ultrasound. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2004.

