ULTRASSOM DA TIREOIDE


📌 1️⃣ PREPARAÇÃO E TÉCNICA

✔ Transdutor linear 10–18 MHz
✔ Paciente em decúbito dorsal
✔ Pescoço levemente estendido
✔ Ajustar foco ao nível do parênquima

⚠️ Sempre avaliar em 2 planos (longitudinal e transversal).


📌 2️⃣ SEQUÊNCIA SISTEMATIZADA IPUS

1️⃣ Lobo direito
2️⃣ Lobo esquerdo
3️⃣ Istmo
4️⃣ Compartimento central (nível VI)
5️⃣ Cadeias cervicais laterais (níveis II–V)
6️⃣ Doppler quando indicado


🟦 3️⃣ AVALIAÇÃO MORFOLÓGICA DA GLÂNDULA


📏 MEDIDAS OBRIGATÓRIAS

Cada lobo:

  • Comprimento

  • Diâmetro ântero-posterior

  • Diâmetro transversal

Volume por lobo:

Volume=L×AP×T×0,52Volume = L \times AP \times T \times 0,52

Volume total = soma dos lobos

📌 Valores aproximados:

  • Mulher: até ~18 mL

  • Homem: até ~25 mL


🔎 AVALIAR

✔ Ecogenicidade (hipoecoica? normal?)
✔ Homogeneidade
✔ Espessura do istmo (normal até ~3 mm)
✔ Contornos
✔ Aumento difuso?


🟦 4️⃣ PADRÕES DIFUSOS


🔴 Tireoidite de Hashimoto

  • Parênquima hipoecoico

  • Heterogêneo

  • Pseudonodular

  • Doppler pode mostrar hiperemia inicial


🔵 Doença de Graves

  • Glândula aumentada

  • Hipoecoica

  • Hipervascularização difusa (“inferno tireoidiano”)


🟣 Bócio multinodular

  • Aumento glandular

  • Múltiplos nódulos

  • Áreas císticas e sólidas


🟦 5️⃣ AVALIAÇÃO DE NÓDULOS – PROTOCOLO IPUS

Para cada nódulo descrever:

1️⃣ Localização (lobo/terço)
2️⃣ Tamanho (3 dimensões)
3️⃣ Composição
4️⃣ Ecogenicidade
5️⃣ Forma (taller-than-wide?)
6️⃣ Margens
7️⃣ Focos ecogênicos
8️⃣ Halo
9️⃣ Doppler


📊 CLASSIFICAÇÃO ACR TI-RADS (RESUMO OPERACIONAL)

Pontuar:

Composição

  • Cístico (0)

  • Espongiforme (0)

  • Misto (1)

  • Sólido (2)

Ecogenicidade

  • Anecoico (0)

  • Isoecoico (1)

  • Hipoecoico (2)

  • Muito hipoecoico (3)

Forma

  • Paralelo (0)

  • Não paralelo (3)

Margens

  • Lisos (0)

  • Lobulados/irregulares (2)

  • Extensão extratireoidiana (3)

Focos ecogênicos

  • Macrocalcificação (1)

  • Rim calcificado periférico (2)

  • Microcalcificações (3)


📊 CONDUTA (RESUMO)

TI-RADS

Conduta

TR1

Benigno

TR2

Benigno

TR3

Acompanhar

TR4

PAAF conforme tamanho

TR5

PAAF conforme tamanho


🟦 6️⃣ DOPPLER NA TIREOIDE


📌 Avaliar

✔ Vascularização nodular
✔ Padrão central vs periférico
✔ Hipervascularização difusa

⚠️ Doppler não substitui TI-RADS, é complementar.


🟦 7️⃣ AVALIAÇÃO LINFONODAL CERVICAL


📌 Avaliar níveis II–VI

Descrever:

✔ Forma
✔ Relação L/S
✔ Hilo ecogênico
✔ Microcalcificações
✔ Necrose
✔ Vascularização periférica

🔴 Linfonodo arredondado + perda de hilo + microcalcificação = suspeito.


✅ CHECKLIST COMPLETO – TIREOIDE


📏 Medidas

☐ Lobo direito – 3 medidas
☐ Lobo esquerdo – 3 medidas
☐ Volume calculado
☐ Istmo medido


🔎 Parênquima

☐ Homogêneo?
☐ Hipoecoico difuso?
☐ Padrão pseudonodular?


🧩 Nódulos

☐ Localização descrita
☐ 3 medidas
☐ Composição
☐ Ecogenicidade
☐ Forma
☐ Margens
☐ Focos ecogênicos
☐ TI-RADS calculado
☐ Doppler aplicado


🧠 Linfonodos

☐ Compartimento central avaliado
☐ Cadeias laterais avaliadas
☐ Linfonodos suspeitos descritos


🧠 DICAS AVANÇADAS – IPUS


🎯 1) “Taller-than-wide” é altamente suspeito

Eixo AP maior que transversal → alerta.


🔴 2) Microcalcificações

Altamente associadas a carcinoma papilífero.


🔎 3) Halo fino não exclui malignidade

Não confundir com benignidade automática.


🔵 4) Hashimoto pode simular múltiplos nódulos

Avaliar padrão difuso.


🟣 5) Sempre correlacionar com TSH

Nódulo hipercaptante raramente maligno.


⚠️ ERROS COMUNS

🚫 Não medir 3 dimensões
🚫 Não aplicar TI-RADS formalmente
🚫 Não avaliar linfonodos
🚫 Medir istmo errado
🚫 Não diferenciar pseudonódulo de nódulo real


🎯 PADRÃO IPUS DE EXCELÊNCIA – TIREOIDE

✔ Sequência fixa
✔ Medidas obrigatórias
✔ TI-RADS aplicado corretamente
✔ Avaliação linfonodal
✔ Doppler complementar
✔ Conclusão objetiva com conduta