Veia Porta – Doppler Hepático


🔹 1. PROTOCOLO DE EXAME (PADRÃO IPUS)

🔸 Técnica

  • Transdutor convexo (3–5 MHz)

  • Jejum ideal (6–8h)

  • Avaliar em respiração tranquila


🔸 Estruturas obrigatórias

  • Veia porta

  • Veias hepáticas

  • Artéria hepática

  • Veia esplênica

  • Veia mesentérica superior



🔹 2. VEIA PORTA

🔸 Valores normais

Parâmetro Valor
Diâmetro ≤ 13 mm
Velocidade 20–40 cm/s
Fluxo hepatopetal contínuo

🔸 Padrão Doppler

  • Leve variação respiratória

  • Fluxo contínuo


🔸 Alterações

Achado Significado
Hepatofugal Hipertensão portal avançada
Velocidade < 16 cm/s Sugere HTP
Diâmetro > 13 mm Sugere HTP
Ausência de fluxo Trombose


🔹 3. VEIAS HEPÁTICAS

🔸 Padrão normal (trifásico)

  • Influenciado pelo ciclo cardíaco

  • Ondas: S, D e reversa


🔸 Alterações

Padrão Significado
Bifásico Redução da complacência
Monofásico Doença hepática avançada
Pulsatilidade aumentada Insuficiência cardíaca


🔹 4. ARTÉRIA HEPÁTICA

🔸 Valores normais

Parâmetro Valor
PSV 30–60 cm/s
RI 0,55–0,80

🔸 Alterações

Achado Significado
RI > 0,8 Resistência aumentada
RI < 0,5 Baixa resistência (ex: shunt)
PSV elevada Estenose


🔹 5. SISTEMA PORTAL – HIPERTENSÃO PORTAL

🔸 Sinais diretos

  • Fluxo portal lento ou reverso

  • Veia porta dilatada


🔸 Sinais indiretos

  • Esplenomegalia

  • Ascite

  • Colaterais (varizes)

  • Recanalização da veia umbilical



🔹 6. COLATERAIS PORTOSSISTÊMICAS

🔸 Principais

  • Veia gástrica esquerda

  • Veia paraumbilical

  • Veias esplenorrenais


🔸 Significado

👉 Desvio do fluxo portal → hipertensão portal



🔹 7. TROMBOSE PORTAL

🔸 Aguda

  • Trombo hipoecoico

  • Veia dilatada

  • Ausência de fluxo


🔸 Crônica

  • Trombo ecogênico

  • Recanalização

  • Transformação cavernomatosa



🔹 8. PADRÕES HEMODINÂMICOS IMPORTANTES

🔸 Cirrose

  • Fluxo portal lento

  • Monofásico nas veias hepáticas

  • Colaterais


🔸 Insuficiência cardíaca

  • Pulsatilidade aumentada

  • Fluxo reverso


🔸 TIPS

  • Fluxo elevado

  • Baixa resistência



🔹 9. MEDIDAS IMPORTANTES

  • Velocidade portal

  • Índice de resistência arterial

  • Diâmetro portal

  • Fluxo hepatopetal/hepatofugal



🔹 10. ARMADILHAS (MUITO IMPORTANTE)

  • Pós-prandial altera fluxo

  • Respiração profunda altera velocidade

  • Ângulo Doppler inadequado

  • Fluxo lento pode parecer ausente



🔹 11. O QUE NÃO PODE FALTAR NO LAUDO

👉 Sempre descrever:

  • Direção do fluxo portal

  • Velocidade portal

  • Padrão das veias hepáticas

  • RI da artéria hepática

  • Presença de colaterais

  • Sinais de hipertensão portal


 


🔹 12. FRASES PRONTAS (PADRÃO IPUS)

🔸 Normal

“Fluxo portal hepatopetal com velocidade dentro da normalidade. Veias hepáticas com padrão trifásico. Artéria hepática com índices normais.”


🔸 Hipertensão portal

“Achados compatíveis com hipertensão portal, incluindo redução da velocidade portal e presença de colaterais.”


🔸 Trombose portal

“Material intraluminal na veia porta, sem fluxo ao Doppler, compatível com trombose.”


🔸 Hepatofugal

“Fluxo portal com direção hepatofugal.”